Valor foi fixado na condenação dos mandantes e de outros envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes
A condenação dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes também prevê uma reparação financeira às famílias das vítimas. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o pagamento de R$ 7 milhões em indenizações, além das penas de prisão impostas aos condenados.
A decisão estabelece que o valor seja pago de forma solidária pelos condenados, ou seja, a responsabilidade pelo pagamento é compartilhada entre eles, conforme determinado pelo Supremo.
Do total, R$ 3 milhões são destinados aos familiares de Marielle Franco, outros R$ 3 milhões aos familiares de Anderson Gomes e R$ 1 milhão ao filho de Anderson, como reparação pelos danos provocados pelo crime.
Indenização é diferente da pena de prisão
A reparação financeira não substitui as penas de prisão determinadas pelo STF.
No julgamento realizado pela Primeira Turma da Corte, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão cada um pelo envolvimento como mandantes do assassinato.
Também foram condenados o delegado Rivaldo Barbosa, apontado como envolvido no esquema que permitiu a execução e a obstrução das investigações, e outros participantes da trama.
As condenações ocorreram depois de o STF analisar as provas reunidas durante a investigação sobre o assassinato de Marielle e Anderson.
Crime completa oito anos em 2026
Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, quando o carro em que estavam foi atacado na região central do Rio de Janeiro.
Marielle era vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e havia se destacado pela atuação política ligada aos direitos humanos e às pautas sociais. Anderson trabalhava como motorista e estava no veículo no momento do ataque.
A assessora Fernanda Chaves, que também estava no carro, sobreviveu.
O caso provocou repercussão nacional e internacional e levou a uma longa investigação para identificar não apenas os executores, mas também quem teria ordenado o crime e quais seriam as motivações.
Quem são os condenados
Entre os principais condenados pelo STF estão os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do assassinato.
Também foi condenado o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, além de outros envolvidos no esquema.
Antes do julgamento dos mandantes, os executores confessos Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz já haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Ronnie Lessa recebeu pena de 78 anos, nove meses e 30 dias, enquanto Élcio de Queiroz foi condenado a 59 anos, oito meses e dez dias de prisão.
Reparação às famílias
A indenização determinada pelo STF representa uma forma de reconhecimento dos danos provocados pelo crime às famílias das vítimas.
No caso de Anderson Gomes, além da indenização destinada aos familiares, o STF determinou o pagamento de R$ 1 milhão ao filho do motorista.
A reparação financeira, no entanto, não elimina as consequências do assassinato nem substitui outras responsabilidades previstas nas condenações.
O Ministério Público Federal informou que a decisão do STF também estabeleceu a indenização de R$ 7 milhões como parte da reparação pelos danos causados às vítimas.
Fonte e foto: Ministério Público Federal e informações públicas sobre a decisão do STF.
Edição: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória







