A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu mais dois vigilantes suspeitos de participação no sequestro, tortura e assassinato de Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, homem em situação de rua morto após ser levado da região da Praia do Suá.

Com as novas detenções, sobe para quatro o número de presos no caso. Outros três investigados seguem foragidos.

O crime ocorreu na madrugada de 17 de março e passou a ser investigado pela Operação Invisíveis, deflagrada pela polícia em abril.

Segundo as investigações, Marcos Vinícius foi rendido por homens em motocicletas, colocado à força em um veículo e levado até uma área de mata na região de Lagoa Juara e posteriormente ao novo contorno de Jacaraípe, onde teria sido executado e enterrado em uma cova rasa.

A polícia acredita que a vítima tenha sido submetida a pelo menos três horas de tortura antes da morte, possivelmente por espancamento e sufocamento.

De acordo com o delegado Tarcísio Otoni, os envolvidos atuavam como vigilantes rondistas de uma empresa privada de segurança e deveriam apenas acionar a polícia diante de ocorrências suspeitas.

“No entanto, eles decidiram fazer justiça com as próprias mãos”, afirmou o delegado.

Investigação começou após denúncia da mãe

As investigações começaram depois que a mãe da vítima procurou a polícia ao perceber o desaparecimento do filho.

Segundo o delegado, ela costumava levar comida diariamente para Marcos Vinícius e estranhou quando não conseguiu encontrá-lo.

A Polícia Civil informou que a vítima possuía antecedentes por furto, roubo e receptação, mas ressaltou que isso não justificava a ação criminosa praticada pelos suspeitos.

Suspeitos se entregaram

Os dois novos investigados se apresentaram espontaneamente à Delegacia de Pessoas Desaparecidas na quarta-feira (13).

Em depoimento, eles admitiram participação na abordagem registrada pelas câmeras, mas negaram envolvimento direto na execução.

Os suspeitos alegaram que Marcos Vinícius já estaria morto quando chegaram ao local onde o corpo foi enterrado.

A polícia apreendeu veículos, motocicletas e simulacros de armas utilizados na ação. Perícias também encontraram vestígios de sangue em um dos automóveis usados pelos suspeitos.

Segundo a investigação, todos os envolvidos foram afastados da empresa de segurança onde trabalhavam.

Até o momento, a Polícia Civil afirma não ter encontrado indícios de participação da direção da companhia no crime.

O caso deve ser encaminhado à Justiça com indiciamentos por homicídio qualificado, sequestro, associação criminosa e ocultação de cadáver.

Fontes: G1 Espírito Santo e Folha Vitória
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória

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