Matheus Stein Pinheiro, de 26 anos, responde pela morte de Ana Carolina Rocha Kurth, ocorrida em maio de 2023; julgamento começa às 9h desta quinta-feira (17)

O universitário Matheus Stein Pinheiro, de 26 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (17), em Vitória, pela morte de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos. A jovem foi encontrada morta com mais de 40 facadas no apartamento onde morava com o acusado, no Centro da capital, em maio de 2023.

O julgamento está marcado para começar às 9h, no Fórum Criminal de Vitória, e foi confirmado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e pelo Ministério Público do Estado (MPES).

Segundo o MPES, Matheus responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

Crime aconteceu em apartamento no Centro de Vitória

Ana Carolina foi encontrada morta no imóvel localizado na Rua Gama Rosa. Na época, vizinhos relataram à Polícia Militar que ouviram gritos e pedidos de socorro vindos do apartamento.

Os militares encontraram a porta principal arrombada e a jovem caída no corredor, que estava com marcas de sangue. O Samu foi acionado, mas Ana Carolina já estava morta quando a equipe chegou.

Vizinhos também relataram que o casal havia se mudado para o prédio cerca de três meses antes e que, durante esse período, eram frequentes as discussões e os pedidos de socorro.

Após o crime, Matheus foi preso dois dias depois. Segundo as informações apresentadas no processo, ele teria deixado Vitória e seguido para Conceição da Barra, no litoral Norte do Espírito Santo, onde permaneceu até se entregar à polícia.

Defesa questiona capacidade mental do acusado

Durante o processo, a defesa apresentou laudos relacionados à saúde mental de Matheus e sustentou que ele apresentava transtornos mentais.

Um dos documentos mencionados no processo apontou um quadro descrito como “transtorno psicótico residual ou de instalação tardia”, relacionado, segundo o laudo, ao uso de múltiplas drogas e álcool ao longo dos anos.

A defesa também sustenta que Matheus teria cometido o crime em meio a alucinações e delírios.

Em 2024, o Ministério Público pediu a impugnação do laudo apresentado pela defesa. A juíza Mônica da Silva Martins rejeitou o documento. Uma decisão judicial também registrou que a conclusão apresentada por dois psiquiatras que avaliaram o acusado, segundo os quais ele teria cometido o crime em razão de delírios, foi considerada equivocada pela magistrada.

Defesa e família se manifestam

O advogado Homero Mafra, responsável pela defesa de Matheus, afirmou que espera o reconhecimento da inimputabilidade pelos jurados, com base nos laudos oficiais existentes no processo.

Segundo o advogado, a defesa entende que as perícias devem ser consideradas pelos jurados durante o julgamento.

A família de Ana Carolina, representada pelo advogado e assistente de acusação Rivelino Amaral, afirmou esperar que o julgamento seja baseado nas provas produzidas durante o processo e que haja responsabilização do acusado.

Os familiares também destacaram a ausência da jovem e afirmaram buscar Justiça pela morte de Ana Carolina.

Relembre o caso

Ana Carolina Rocha Kurth foi encontrada morta no apartamento onde vivia com Matheus, no Centro de Vitória. O crime aconteceu em 15 de maio de 2023.

As investigações apontaram que a jovem foi atingida por mais de 40 facadas em diferentes partes do corpo, principalmente no rosto e no pescoço.

O julgamento desta quinta-feira ficará a cargo dos jurados do Tribunal do Júri de Vitória, que deverão analisar as provas e os argumentos apresentados durante a sessão.

Fontes: Folha Vitória e Tribuna Online
Editado por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória

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