Uma operação conjunta realizada em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, resultou na apreensão de cerca de 10 toneladas de suplementos alimentares, medicamentos fitoterápicos, matérias-primas, maquinários e embalagens utilizados em uma fábrica que funcionava de forma irregular no bairro Campo Acima. Após a fiscalização, o estabelecimento foi interditado e lacrado pelas autoridades por operar sem as licenças obrigatórias e em desacordo com as normas sanitárias.

A ação ocorreu na tarde de terça-feira (16) e contou com a participação da Vigilância Sanitária de Itapemirim, Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil, após uma denúncia sobre possíveis irregularidades no local.

Produtos eram armazenados em condições inadequadas

Durante a inspeção, os fiscais constataram que a empresa não possuía licença sanitária, alvará de funcionamento nem licença ambiental. Além disso, os suplementos, medicamentos fitoterápicos e insumos eram mantidos em condições consideradas inadequadas, o que pode representar risco à saúde dos consumidores.

Também foram apreendidos equipamentos industriais e embalagens utilizadas na fabricação dos produtos. Parte do material reciclável foi encaminhada para uma associação de catadores do município, enquanto os demais itens permaneceram sob responsabilidade da Prefeitura de Itapemirim até a conclusão dos procedimentos administrativos e investigativos.

Segundo a Vigilância Sanitária, o proprietário do estabelecimento recusou-se a prestar esclarecimentos aos fiscais e deixou o local durante a operação. Apesar das irregularidades constatadas, ninguém foi preso e nenhuma pessoa foi conduzida à delegacia.

Investigação apura possível distribuição irregular

O caso segue sendo investigado para identificar a origem da matéria-prima, o destino dos produtos e eventuais responsáveis pela produção e comercialização dos suplementos e medicamentos.

As autoridades também apuram se os itens já estavam sendo distribuídos para academias, lojas especializadas ou consumidores da região. A fábrica permanecerá interditada enquanto o processo administrativo e a investigação estiverem em andamento.

Segunda fábrica irregular fechada na mesma região

O caso chama atenção porque é a segunda fábrica clandestina de suplementos e fitoterápicos fechada em menos de um ano no bairro Campo Acima.

Em agosto de 2025, uma operação conjunta da Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou outro estabelecimento clandestino na mesma região, onde cerca de 500 quilos de produtos irregulares foram apreendidos. Na ocasião, os produtos eram fabricados sem registro na Anvisa e em condições sanitárias precárias.

A Prefeitura de Itapemirim informou que apura se existe alguma ligação entre os dois casos. Até o momento, a administração municipal afirma que, apesar de estarem localizados no mesmo bairro, os estabelecimentos não possuem confirmação de vínculo societário.

Risco à saúde pública

Especialistas alertam que suplementos e medicamentos produzidos sem controle sanitário podem apresentar composição diferente da informada nos rótulos, contaminação microbiológica, dosagens inadequadas ou ingredientes proibidos, colocando em risco a saúde dos consumidores.

A comercialização de produtos sem registro e fabricados em desacordo com as normas da vigilância sanitária pode configurar crime contra a saúde pública, além de infrações administrativas previstas na legislação sanitária brasileira.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e verificar se havia uma rede de distribuição dos produtos clandestinos.


Fonte e foto: G1 Espírito Santo, Prefeitura de Itapemirim, Vigilância Sanitária Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e A Gazeta.

Edição: Tatiana Sobreira, daredação da Jovem Pan News Vitória

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