O Espírito Santo registrou avanço nos índices de transparência e governança pública em 2026. Dos 78 municípios avaliados, 55 alcançaram a classificação “ótimo”, segundo o Ranking Capixaba de Transparência e Governança Pública, realizado pela Transparência Capixaba em parceria com o ES em Ação, com metodologia da Transparência Internacional – Brasil.

O resultado representa uma melhora em relação ao ano passado. A média estadual subiu de 80,4 para 86,9 pontos, enquanto o número de municípios na faixa “ótimo” passou de 44 para 55. Doze cidades chegaram à pontuação máxima de 100 pontos: Afonso Cláudio, Alegre, Anchieta, Aracruz, Colatina, Piúma, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Viana, Vila Velha e Vitória.

Os números foram apresentados no De Olho na Cidade, da Jovem Pan News Vitória, em entrevista da jornalista Tatiana Sobreira com André Brito, diretor de Gestão Pública do Espírito Santo em Ação.

Para André, a evolução é resultado de um processo construído ao longo dos anos, com maior cobrança da sociedade e aprimoramento das administrações municipais.

“Isso é fruto de dedicação, de trabalho, de cobranças, de cobrança da própria sociedade.”

Transparência vai além de publicar dados

Durante a entrevista, André explicou que o levantamento não avalia apenas se uma prefeitura disponibiliza informações, mas também aspectos relacionados à governança, participação social, transparência financeira, serviços públicos, transformação digital e integridade.

Para ele, o acesso a essas informações fortalece a capacidade de fiscalização da população e ajuda o cidadão a acompanhar a aplicação dos recursos públicos.

“Isso é muito importante porque você termina fortalecendo no cidadão o seu controle social.”

O ranking também permite comparar a evolução dos municípios ao longo dos anos e identificar onde ainda existem dificuldades.

Saúde e clima estão entre os desafios

Além do ranking geral, a avaliação passou a considerar módulos específicos de saúde e adaptação climática.

Na saúde, a média dos municípios também melhorou, passando de 65,1 para 72 pontos. Já a adaptação climática aparece como um dos principais desafios: a média estadual foi de 56,4 pontos, e apenas 11 municípios alcançaram a classificação “ótimo”.

André destacou que a preparação para eventos climáticos extremos ainda precisa avançar, especialmente com o fortalecimento das estruturas municipais responsáveis pela prevenção e resposta a desastres.

“Saúde e adaptação climática são os dois grandes desafios que a gente precisa enfrentar.”

Dados podem orientar melhorias na gestão pública

André também reforçou que o objetivo do levantamento não é apenas estabelecer uma classificação entre os municípios, mas estimular melhorias contínuas. A partir dos resultados, as administrações podem identificar pontos que precisam ser aprimorados e buscar soluções.

O avanço dos municípios capixabas aparece nos números de 2026: a média estadual subiu de 80,4 para 86,9 pontos e 55 das 78 cidades chegaram à faixa “ótimo”. Ao mesmo tempo, os rankings de saúde e adaptação climática mostram que ainda existem desafios importantes pela frente.

Para André, no fim das contas, o principal beneficiado por esse processo deve ser justamente quem acompanha e utiliza os serviços públicos:

“A transparência traz a valorização do cidadão.”

A entrevista completa com André Brito, diretor de Gestão Pública do Espírito Santo em Ação, está disponível nos canais da Jovem Pan News Vitória.

Por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória

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