O café produzido no Espírito Santo vive um dos momentos mais promissores da história recente. O aumento das exportações para novos mercados internacionais, especialmente países do Oriente Médio, Europa, Ásia e Américas, consolida o Estado como um dos principais polos cafeeiros do mundo e fortalece uma cadeia produtiva responsável por milhares de empregos e grande parte da economia capixaba.

O Espírito Santo é líder nacional na produção de café conilon e o segundo maior produtor brasileiro de café, posição conquistada graças aos investimentos em pesquisa, tecnologia, qualidade do produto e capacitação dos produtores ao longo das últimas décadas.

Entre janeiro e abril deste ano, somente as exportações do agronegócio capixaba para países do Oriente Médio movimentaram cerca de US$ 56,8 milhões, tendo o café como principal produto da pauta exportadora. O crescimento demonstra a abertura de novos mercados consumidores e reduz a dependência de destinos tradicionais.

Os resultados também aparecem nos embarques internacionais. Entre janeiro e maio de 2026, o Espírito Santo exportou mais de 2 milhões de sacas de café, crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita cambial ultrapassou US$ 500 milhões, impulsionada principalmente pelo café conilon, que responde pela maior parte das exportações capixabas.

Entre os principais compradores estão: Espanha, Estados Unido, México, Alemanha, Colômbia, Turquia, Itália, Bélgica, Argentina e Indonésia.

Qualidade abre portas

Especialistas do setor apontam que o crescimento não ocorre apenas pelo aumento da produção.

A melhoria da qualidade dos grãos, investimentos em sustentabilidade, certificações internacionais e modernização do processo produtivo colocaram o café capixaba em um novo patamar competitivo.

Hoje, além de liderar a produção de conilon, o Espírito Santo também conquista espaço com cafés especiais e produtos de maior valor agregado.

Economia sente os efeitos positivos

A cafeicultura está presente em praticamente todos os municípios capixabas e responde por parcela significativa da renda agrícola do Estado.

Além do produtor rural, toda a cadeia produtiva é beneficiada:

  • cooperativas;
  • transportadoras;
  • armazéns;
  • exportadoras;
  • indústrias de café solúvel;
  • setor portuário.

O crescimento das exportações amplia a circulação de recursos e fortalece a economia regional.

Desafios permanecem

Apesar do cenário positivo, o setor ainda acompanha fatores que podem influenciar os próximos meses, como oscilações do mercado internacional, mudanças climáticas, logística e custos de produção.

Mesmo assim, a expectativa permanece otimista diante da demanda crescente por cafés de qualidade produzidos no Espírito Santo.

Fonte: Revista ES Brasil; Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV).

Edição: Tatiana Sobreira – Redação da Jovem Pan News Vitória

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