Os brasileiros com domicílio eleitoral no exterior vão às urnas neste sábado (3) para participar do primeiro turno das Eleições 2026. Diferentemente do eleitorado residente no Brasil, quem está inscrito em uma zona eleitoral no exterior vota exclusivamente para presidente e vice-presidente da República.
Dados mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam 918.911 eleitores registrados fora do país em setembro de 2026. O contingente está distribuído por 186 cidades de 134 países, onde serão instaladas as seções eleitorais.
Os países com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).
O número representa crescimento em relação às eleições anteriores. Em 2022, cerca de 697 mil brasileiros estavam habilitados a votar no exterior.
Segundo o TSE, o número de brasileiros habilitados em 2010, eram aproximadamente 210 mil eleitores. O número chegou a cerca de 354 mil em 2014, 500 mil em 2018 e quase 700 mil em 2022. Um aumento de mais de 358%
Em 2026, o cadastro eleitoral registra mais de 918 mil pessoas aptas a votar fora do território nacional.
O TSE informa ainda que, entre os eleitores registrados no exterior, aproximadamente 57% são mulheres e 43% são homens.
Solteiros são maioria, com 52% do total; casados, 42%; divorciados, 6%; e os viúvos, 1%.
O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, número equivalente a 0,72% desse eleitorado.
Onde acontece a votação
As seções eleitorais no exterior são instaladas, principalmente, em consulados e embaixadas brasileiras. Dependendo da estrutura disponível e da quantidade de eleitores, também podem funcionar em escolas, hotéis e outros espaços.
A legislação eleitoral estabelece que, para a instalação de uma seção no exterior, a circunscrição precisa ter pelo menos 30 eleitoras e eleitores aptos. Quando a quantidade é insuficiente, a Justiça Eleitoral pode agregar a seção a outra localizada no mesmo município eleitoral e país.
Voto no exterior é exclusivo para a Presidência
O eleitor brasileiro que transferiu o domicílio eleitoral para outro país participa somente da eleição presidencial. Não há votação para governador, senador ou deputados nas seções eleitorais instaladas no exterior.
Para participar do pleito deste ano, era necessário ter solicitado a inscrição ou transferência do domicílio eleitoral para o exterior dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, encerrado em 6 de maio de 2026.
Caso nenhum candidato à Presidência obtenha mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, haverá segundo turno em 25 de outubro. A votação no exterior seguirá destinada exclusivamente à escolha do presidente e do vice-presidente da República.
Fonte e foto: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Agência Brasil.
Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória







