Evento será realizado em 12 de dezembro, no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica. Organização destaca a presença de artistas da nova geração e planeja ampliar projetos voltados à cultura hip-hop no Espírito Santo.
O Boom Rap Festival será realizado em 12 de dezembro, no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, com uma programação de 12 horas dedicada à música urbana. Em sua terceira edição, o evento aposta na diversidade de artistas do rap, do trap e de outros gêneros ligados à cena urbana, além de ampliar o espaço para nomes da nova geração e artistas com menor presença nos grandes festivais.
Em entrevista à jornalista Tatiana Sobreira, no De Olho na Cidade desta quinta-feira (8), os organizadores Guilherme Silva e Gabriel Miranda falaram sobre a trajetória do festival, a escolha das atrações, a estrutura do evento e os planos para fortalecer a cultura hip-hop no Espírito Santo ao longo do ano.
Segundo Guilherme Silva, o festival é resultado de um trabalho iniciado pela produtora Triade, por volta de 2021, com eventos menores em casas de shows. A primeira edição do Boom Rap Festival ocorreu em 2024, no Kleber Andrade, após a organização identificar a necessidade de um espaço capaz de receber o público esperado.
Festival cresceu desde a primeira edição
De acordo com Guilherme, a estreia do Boom Rap Festival reuniu 24 mil pessoas, número que surpreendeu a organização. O resultado foi ainda mais significativo porque um evento anterior da produtora havia recebido cerca de 12 mil pessoas.
A expectativa inicial era de que a edição seguinte pudesse ter um público menor, após a mobilização da estreia. No entanto, segundo o organizador, o festival voltou a crescer em 2025, tanto em público quanto na estrutura e na programação artística.
Para 2026, a organização trabalha com a expectativa de ampliar novamente o evento.
Guilherme avalia que o crescimento também trouxe uma responsabilidade maior em relação à origem e à representatividade do movimento.
“Eu acho que é a representatividade da rua em um festival, em um evento”, resumiu ao definir o significado do Boom Rap Festival.
Organização quer ampliar espaço para artistas da cena independente
A escolha das atrações é feita com participação do público, segundo Gabriel Miranda. A organização procura ouvir quem frequenta os eventos para entender quais artistas as pessoas gostariam de ver no palco.
Ele explicou que a curadoria também considera a renovação do rap e do trap, buscando reunir diferentes gerações e estilos musicais.
Uma das mudanças desta edição é a ampliação do número de artistas por meio de participações e apresentações conjuntas. A proposta é aproveitar melhor os horários disponíveis e oferecer uma programação mais diversificada ao longo das 12 horas de festival.
Entre os nomes divulgados para a edição de 2026 estão BK, L7NNON e Alee, além de MC Noventa, embaixador e porta-voz do evento. A programação também prevê artistas e projetos ligados à cena local, incluindo nomes do funk e iniciativas desenvolvidas pela própria produtora.
Gabriel destacou que a presença de artistas menos conhecidos do grande público é uma das apostas desta edição.
“Acho que é a nova geração, o público que sempre pediu e a gente, dessa vez, atendeu: os artistas underground, que às vezes não têm tanto espaço em festivais grandes”, afirmou.
A organização informou que a proposta é oferecer a oportunidade de assistir ao vivo tanto para quem já acompanha esses artistas quanto para quem ainda não conhece seus trabalhos.
Festival quer fortalecer a cultura hip-hop no Espírito Santo
Além da realização do evento, os organizadores pretendem ampliar a atuação da produtora em projetos voltados à cultura rap e hip-hop.
Guilherme afirmou que, nas primeiras edições, a organização priorizou artistas com maior projeção comercial. Com o amadurecimento do festival, porém, a proposta passou a incluir uma preocupação maior com a representatividade e com os artistas ligados às origens do movimento.
Para os próximos anos, a intenção é transformar o Boom Rap em uma agenda de atividades ao longo de todo o calendário, com oficinas musicais, ações de curadoria e outros projetos.
“Pode ter certeza que ano que vem o nosso olhar como empresa vai ser muito maior do que só um evento que traz grandes artistas e grandes nomes do rap e do trap”, disse Guilherme.
Gabriel também destacou que o objetivo é contribuir para o crescimento do movimento no Espírito Santo, com iniciativas que vão além do festival.
A proposta, segundo ele, é criar oportunidades tanto para o público quanto para artistas que buscam espaço para desenvolver seus trabalhos.
Escolha do Kleber Andrade amplia visibilidade do rap
A realização do festival no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, também faz parte da estratégia de posicionar o evento entre as grandes produções musicais do estado.
Gabriel explicou que a escolha do local está relacionada à capacidade de receber o público e à possibilidade de dar mais visibilidade ao rap, ao trap e ao hip-hop em um espaço que também recebe grandes eventos esportivos e musicais.
Guilherme acrescentou que a continuidade do festival representa um desafio para os organizadores, diante dos custos de produção, cachês e logística envolvidos em grandes eventos.
Na avaliação dele, o Boom Rap conseguiu atravessar um período em que outros festivais do gênero deixaram de acontecer e continuou ampliando sua estrutura e programação.
A realização do evento também movimenta serviços ligados à produção de grandes espetáculos, como transporte, hospedagem e alimentação, embora a organização não tenha apresentado uma estimativa de impacto econômico para esta edição.
Experiência vai além das apresentações musicais
A programação de 12 horas também prevê ativações de patrocinadores e parceiros. Segundo Gabriel, a intenção é oferecer experiências que complementem os shows e tornem a passagem do público pelo festival mais completa.
A organização trabalha com diferentes setores, pensados para atender a públicos com preferências distintas. Entre as opções mencionadas durante a entrevista estão a pista, a Redzone, mais próxima do palco, e um setor open bar, novidade em relação às duas edições anteriores.
Durante a conversa, os organizadores citaram valores aproximados dos ingressos: cerca de R$ 80 para a pista, R$ 200 para a Redzone e R$ 450 para o setor open bar, na modalidade de meia-entrada. Os preços e as condições de venda devem ser conferidos nos canais oficiais do festival.
Boom Rap Festival será realizado em dezembro
A terceira edição do Boom Rap Festival está marcada para 12 de dezembro de 2026, no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica. A programação anunciada inclui BK, L7NNON, Alee e MC Noventa, além de outras atrações e participações previstas pela organização.
A entrevista também antecipou os planos dos organizadores para ampliar a presença da cultura hip-hop no Espírito Santo, com projetos e atividades ao longo do próximo ano.
A entrevista completa com Guilherme Silva e Gabriel Miranda está disponível nos canais da Jovem Pan News Vitória.
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Por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







