O Brasil registrou superávit de US$ 7,74 bilhões na balança comercial em setembro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi 146,4% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
As exportações chegaram a US$ 34,42 bilhões, crescimento de 12,9%, enquanto as importações somaram US$ 26,68 bilhões.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que exportou US$ 9,44 bilhões, alta de 39,8%. Entre os produtos que mais cresceram estão o petróleo bruto, com avanço de 77,3%, e o minério de cobre, com alta de 74,2%.
No acumulado de janeiro a setembro, o superávit comercial brasileiro chegou a US$ 62,4 bilhões, com exportações de US$ 264,65 bilhões.

Por que isso importa para o Espírito Santo?
O resultado nacional tem uma conexão direta com a economia capixaba, que possui forte participação da indústria extrativa e do comércio exterior.
O Espírito Santo encerrou o primeiro semestre com crescimento econômico de 4,4%, acima da expansão de 1,9% registrada pelo Brasil. A indústria estadual cresceu 12,4%, puxada principalmente pela indústria extrativa.
No setor de petróleo e gás, a produção estadual avançou 49,1% no primeiro semestre. A produção de pelotas de minério de ferro também aumentou 18,7%, segundo o Observatório Findes.
Esse perfil produtivo faz com que a demanda internacional por petróleo, minério e outros produtos tenha impacto sobre a atividade econômica capixaba.
Portos entram na equação
A força das exportações também coloca a infraestrutura logística no centro da discussão. Produtos produzidos no Estado ou que passam pela estrutura logística capixaba dependem de portos, ferrovias, rodovias, armazenagem e serviços ligados ao comércio exterior.
Por isso, um aumento das exportações não significa apenas mais dólares entrando no país. Para o Espírito Santo, o movimento pode representar maior utilização da estrutura logística, demanda por serviços, atividade industrial e oportunidades para empresas fornecedoras.
Ao mesmo tempo, a dependência de commodities deixa o Estado exposto às oscilações dos preços internacionais e à demanda de grandes mercados consumidores.
Fontes e foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); Agência Brasil; Observatório Findes.
Redação Jovem Pan News Vitória







