São Paulo concentra a maior parte dos registros; Amazonas confirmou três casos importados e autoridades reforçam a importância da vacinação
O Brasil contabiliza 36 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo atualização divulgada pelas autoridades de saúde. Os registros estão concentrados principalmente em São Paulo, mas o Amazonas também confirmou casos da doença, em um cenário que reforça a necessidade de vigilância epidemiológica e manutenção da cobertura vacinal.
O cenário ocorre enquanto outros países das Américas enfrentam surtos de sarampo. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), já foram confirmados mais de 47 mil casos na região, incluindo 44 mortes. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% dos registros.
São Paulo concentra os casos
São Paulo registra 32 casos de sarampo em 2026, sendo 29 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. O estado permanece sob acompanhamento das autoridades sanitárias por apresentar transmissão ativa da doença.
Na capital paulista, novos casos foram identificados principalmente entre pessoas com vacinação incompleta ou sem registro de imunização. As autoridades ampliaram as ações de vacinação em áreas onde foram identificadas cadeias de transmissão.
Amazonas confirma três casos importados
O Amazonas confirmou três casos de sarampo relacionados a pessoas que tiveram contato com áreas de circulação do vírus fora do país. A situação levou as autoridades a reforçarem a vigilância, especialmente diante da intensa circulação de pessoas na região de fronteira.
A estratégia busca identificar rapidamente eventuais novos casos e impedir que sejam formadas cadeias de transmissão no estado.
Brasil mantém status de país livre do sarampo
Apesar dos novos registros, o Brasil mantém a certificação de território livre da circulação endêmica do vírus desde 2024, segundo o Ministério da Saúde. A ocorrência de casos importados ou relacionados a cadeias específicas não significa, por si só, a perda desse status.
A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, integra o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério da Saúde reforça a importância de manter o esquema vacinal atualizado, principalmente entre crianças e pessoas que não possuem registro das doses recebidas.
Vacinação é principal forma de prevenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e pode ser transmitido pelas secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Por isso, diante da confirmação de novos casos no país e do aumento da circulação do vírus em outros países das Américas, as autoridades reforçam a necessidade de atenção aos sintomas e à vacinação.
Entre os sinais mais comuns estão febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele. Em caso de sintomas e suspeita de contato com pessoa infectada, a orientação é procurar atendimento de saúde.
Fonte e foto: Agência Senado e Ministério da Saúde.
Edição: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória.







