O setor brasileiro de rochas ornamentais, que tem o Espírito Santo como principal exportador, acompanha com preocupação a aplicação de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A partir do dia 24 de julho, entrou em vigor uma tarifa adicional de 12,5%, relacionada a uma investigação conduzida pelos Estados Unidos no âmbito da chamada Seção 301. Com a medida, o quartzito, que ainda não era atingido pela cobrança, passou a ser sobretaxado.

A preocupação é maior porque o quartzito é uma das rochas brasileiras de maior valor agregado e lidera os embarques para o mercado americano, considerado o principal destino mundial do produto.

Tarifas podem chegar a 37,5%

Produtos como mármore, granito e ardósia já enfrentavam uma tarifa de 25%, aplicada desde junho do ano passado. Com o acréscimo de mais 12,5%, a carga tarifária pode chegar a 37,5%.

O setor teme que o aumento dos custos reduza a competitividade das empresas brasileiras diante de fornecedores de outros países.

Apesar do cenário, a Associação Brasileira de Rochas Ornamentais, a Centrorochas, avalia que fatores como exclusividade dos materiais, qualidade, disponibilidade e segurança no fornecimento continuam sendo diferenciais importantes das rochas brasileiras.

Setor aguarda regulamentação das regras

Mesmo com a decisão política já definida, empresas e entidades do setor aguardam a regulamentação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, conhecida pela sigla CBP.

Entre os pontos que ainda precisam de esclarecimento estão a forma de cobrança quando diferentes medidas tarifárias forem aplicadas ao mesmo produto, o tratamento de mercadorias que já estão em trânsito, a aplicação de exceções e a definição de códigos tarifários específicos.

Para o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a situação precisa ser acompanhada de perto, mas a decisão de compra no mercado internacional não depende apenas do preço ou das tarifas.

O setor destaca que as características únicas das pedras brasileiras podem ajudar a preservar a presença dos produtos no mercado americano.

Espírito Santo tem papel estratégico

O Espírito Santo é referência nacional na produção, beneficiamento e exportação de rochas ornamentais. O setor gera empregos, movimenta a economia e tem forte participação nas exportações do estado.

Diante das novas tarifas, empresas capixabas acompanham a regulamentação americana e avaliam possíveis impactos sobre contratos, custos e embarques para os Estados Unidos.

 

Fonte e foto: ES Brasil – Setor de rochas aguarda regras dos EUA sobre novas tarifas

Texto: Tatiana Sobreira – Jovem Pan News Vitória

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