A Justiça de São Paulo condenou o empresário Thiago Brennand a 31 anos, cinco meses e 24 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de estupro, lesão corporal, constrangimento ilegal, coação no curso do processo, divulgação de cena de estupro e registro não autorizado de ato sexual praticados contra uma ex-companheira. A decisão é da 1ª Vara de Porto Feliz (SP) e ainda cabe recurso.
Além da pena de prisão, o empresário foi condenado ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais à vítima.
Crimes ocorreram em 2021
Segundo a sentença, os crimes ocorreram em 2021 durante o relacionamento entre Brennand e a vítima.
A Justiça considerou comprovadas as acusações de violência física, sexual e psicológica. Entre os episódios descritos no processo está a obrigatoriedade imposta à vítima para tatuar as iniciais do empresário em seu corpo, além da divulgação de imagens íntimas sem autorização. O processo tramita sob sigilo judicial para preservar a identidade da vítima.
Caso ganhou repercussão nacional
Thiago Brennand passou a ser investigado após denúncias de diversas mulheres que relataram episódios de violência sexual, agressões físicas, ameaças e cárcere privado.
O empresário ganhou notoriedade nacional em 2022, quando imagens de uma agressão contra uma mulher em uma academia de São Paulo foram divulgadas. A partir desse episódio, outras vítimas procuraram as autoridades para registrar denúncias.
Empresário permanece preso
Brennand permanece preso no sistema penitenciário paulista. A nova condenação soma-se a outras decisões judiciais relacionadas a processos por violência contra mulheres.
A defesa ainda poderá recorrer da sentença nas instâncias superiores.
Combate à violência contra a mulher
Especialistas destacam que decisões judiciais como essa reforçam a importância da denúncia de casos de violência física, sexual e psicológica e da atuação do sistema de Justiça na responsabilização dos autores.
No Brasil, vítimas podem buscar atendimento nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), pelo telefone 180, ou em qualquer unidade policial.
Fontes e foto: Agência Brasil, Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)
Edição: Tatiana Sobreira – Jovem Pan News Vitória






