O cenário político do Espírito Santo para as eleições de 2026 começa a ganhar forma, com articulações nos bastidores, movimentações partidárias e a definição de possíveis nomes para a disputa ao Governo do Estado e ao Senado. A sucessão do governador Renato Casagrande (PSB), que não pode concorrer a um novo mandato consecutivo, é o principal eixo das negociações políticas no estado.
Entre os nomes mais cotados para a corrida ao Palácio Anchieta está o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), considerado o principal representante da base governista e possível candidato apoiado por Casagrande.
Pelo eixo da oposição, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). O prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT), também é apontado como alternativa dentro do grupo político aliado ao atual governo.
Levantamentos divulgados por institutos como Paraná Pesquisas indicam um cenário competitivo e com tendência de polarização entre grupos ligados ao governo estadual e forças de oposição com base na gestão municipal.
Senado terá duas vagas em disputa
As duas cadeiras do Espírito Santo no Senado Federal ampliam o número de possíveis candidaturas. Entre os movimentos já confirmados, está o do deputado estadual Wellington Callegari (DC), que afirmou sua pré-candidatura ao Senado em entrevista à rádio Jovem Pan News, na última sexta-feira (20/02), durante a estreia do programa De Olho na Cidade.
Nos bastidores, o nome do próprio Renato Casagrande (PSB) é citado como um dos mais fortes para a disputa, caso opte por concorrer após o término do mandato. Também aparecem em cenários políticos e análises eleitorais nomes como o ex-governador Paulo Hartung, além de lideranças com forte presença regional.
As eleições municipais de 2024 redesenharam o mapa político capixaba e aumentaram a influência dos prefeitos nas articulações para 2026. Gestores de cidades estratégicas, especialmente no interior, passaram a ser alvo de negociações por diferentes partidos.
Siglas como MDB, Republicanos, PSD, União Brasil e PSB buscam ampliar suas bases municipais para fortalecer chapas majoritárias e proporcionais. A movimentação inclui mudanças de filiação, formação de blocos regionais e aproximação com lideranças locais.
Um exemplo de reposicionamento político foi a ida do ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB), para o governo estadual, onde assumiu a Secretaria de Turismo, ampliando sua projeção regional.
Cenário ainda em construção
Apesar das movimentações, o quadro ainda é considerado pré-eleitoral e pode sofrer mudanças ao longo de 2025 e 2026, com possíveis alianças, desistências e reconfigurações partidárias. O que cabe citar que diversos fatores devem influenciar a disputa e pesar na balança, como é o caso do índice de aprovação da atual gestão estadual, o desempenho das administrações municipais. Acrescentemos ainda o cenário político nacional e a capacidade de articulação entre partidos e lideranças regionais.
Dados do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) também indicam a necessidade de regularização de duzentos mil títulos eleitorais cancelados, o que pode impactar o comparecimento e o resultado final.
Fontes: TRE-ES, Governo do ES, registros partidários e cobertura política regional.
Por Tatiana Sobreira – Redação Jovem Pan News Vitória







