O líder histórico dos direitos civis nos Estados Unidos, reverendo Jesse Jackson, morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos. A informação foi confirmada pela família e pela organização Rainbow PUSH Coalition, fundada por ele, que destacou sua trajetória de décadas na luta por justiça social, igualdade racial e oportunidades para comunidades marginalizadas.
Jackson foi uma das figuras mais influentes do movimento pelos direitos civis no país, tendo atuado ao lado de Martin Luther King Jr. nos anos 1960. Ao longo da vida, tornou-se referência internacional na defesa dos direitos da população negra, no combate à desigualdade e na promoção da inclusão social e econômica.
Além do ativismo, Jesse Jackson também teve papel relevante na política norte-americana. Ele concorreu à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata em duas ocasiões, em 1984 e 1988, mobilizando milhões de eleitores e ampliando a participação política de minorias. Sua candidatura foi considerada um marco para a representatividade racial na política nacional.
Nas últimas décadas, o líder enfrentava problemas de saúde, incluindo uma doença neurológica degenerativa que exigia acompanhamento médico contínuo. Mesmo assim, manteve-se ativo em causas sociais e em ações públicas sempre que possível.
Em nota, familiares ressaltaram que Jackson dedicou a vida à defesa dos “oprimidos, esquecidos e sem voz”, deixando um legado de mobilização, diálogo e luta por direitos civis que influenciou gerações dentro e fora dos Estados Unidos.
Considerado uma das maiores lideranças sociais do país no século XX e início do século XXI, Jesse Jackson deixa um legado marcado pela defesa da igualdade, da justiça e da dignidade humana.
Fonte: G1 e agências internacionais. (DIE WELT)
Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória







