Uma pesquisa recente aponta que fatores sociais têm papel determinante no aumento do consumo de alimentos ultraprocessados entre famílias brasileiras. Aspectos como renda, rotina de trabalho e acesso a alimentos in natura interferem diretamente nas decisões alimentares do dia a dia.

De acordo com informações publicadas pela Agência Brasil, o estudo indica que a escolha por produtos industrializados não está relacionada apenas à preferência individual, mas a condições estruturais que limitam alternativas.

A falta de tempo para preparar refeições tem sido um dos principais fatores que levam ao consumo de ultraprocessados. Famílias com jornadas de trabalho extensas tendem a optar por produtos prontos ou de preparo rápido.

Esse cenário é mais frequente em áreas urbanas, onde o ritmo de vida e as exigências profissionais dificultam a manutenção de hábitos alimentares mais tradicionais.

Alimentos saudáveis nem sempre são acessíveis

O estudo também aponta que o custo e a disponibilidade de alimentos frescos influenciam diretamente o consumo. Em algumas regiões, produtos in natura podem ter preço mais elevado ou acesso limitado, o que favorece a escolha por itens industrializados.

Além disso, a presença de ultraprocessados em mercados e pontos de venda é mais ampla, facilitando o consumo.

O aumento no consumo de ultraprocessados está associado a riscos à saúde, incluindo o desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.

Especialistas destacam que esses produtos costumam apresentar altos níveis de açúcar, gordura e sódio, além de baixo valor nutricional.

Desigualdade alimentar

A pesquisa evidencia que o consumo de ultraprocessados é mais elevado entre populações em situação de maior vulnerabilidade social. A desigualdade no acesso a alimentos de qualidade contribui para padrões alimentares menos equilibrados.

Esse cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção da alimentação saudável e à redução das desigualdades.

Fonte e foto Agência Brasil

Edição Tatiana Sobreira da Jovem Pan News Vitória

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