O Espírito Santo apresentou sua plataforma de acesso e tratamento de dados da saúde pública durante a 5ª Oficina Presencial – Domínio Comunicação e Informação da Federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), realizada de terça-feira (3) a quinta-feira (5) na cidade de Belém (Pará).
O evento reúne equipes técnicas de todo o país para trocar experiências e aprofundar o uso dos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na integração, segurança e interoperabilidade dos dados que envolvem atendimento, exames, históricos clínicos e outras informações essenciais para a gestão pública em saúde.
Espírito Santo como estado-piloto da RNDS
O Estado é um dos selecionados como piloto da federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) — projeto coordenado pelo Ministério da Saúde que tem como objetivo conectar e padronizar dados entre sistemas estaduais, municipais e o ambiente nacional, consolidando um histórico clínico unificado para cada usuário.
Durante a oficina, a equipe da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou a infraestrutura desenvolvida no Espírito Santo, destacando uma plataforma própria que garante segurança, qualidade e auditabilidade no tratamento de dados, separando a ingestão da análise e assegurando sua utilidade tanto para gestores quanto para profissionais de saúde.
Segundo os técnicos, a iniciativa é um passo importante para que usuários do SUS e de planos privados possam acessar seus dados em tempo real, com mais transparência e facilidade, por meio de interfaces como o aplicativo Meu SUS Digital.
A participação na oficina nacional reforça a posição do Espírito Santo como um dos estados que mais avançam na modernização do uso de tecnologias em saúde pública no Brasil. A integração dos dados, quando efetivada, permitirá que gestores acompanhem indicadores epidemiológicos com mais precisão, otimizem a organização de serviços e promovam políticas públicas mais eficientes e baseadas em evidências.
Especialistas também apontam que a interoperabilidade, ao facilitar a troca de informações entre unidades de saúde e níveis de gestão, ajuda a reduzir redundâncias, evitar duplicidade de exames e melhorar o fluxo de cuidado ao cidadão, além de ampliar a segurança na gestão das informações à luz da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Caminho para um SUS mais digital
A atuação do Espírito Santo no processo de integração à RNDS e a apresentação feita em Belém demonstram um avanço significativo na forma como os estados brasileiros estão lidando com a transformação digital da saúde pública. Especialistas lembram que essa integração de dados é essencial em um contexto em que as informações de saúde precisam ser acessíveis, seguras e utilizadas para fortalecer o cuidado clínico e o planejamento das políticas de saúde.
Fonte e foto: Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa)*
Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória






