O Espírito Santo mantém uma posição de destaque na pecuária brasileira, especialmente na produção de ovos. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana, liderou a produção nacional, com 352,5 milhões de dúzias de ovos ao longo do ano.

O município também registrou o maior efetivo de galináceos do país, com 18,4 milhões de aves. Desse total, aproximadamente 15,1 milhões eram galinhas destinadas à produção de ovos. O resultado reforça a relevância da avicultura para a economia local e para o abastecimento de diferentes mercados brasileiros.

Segundo o IBGE, o Brasil produziu 5,7 bilhões de dúzias de ovos em 2025, um crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. O valor da produção nacional chegou a R$ 36,4 bilhões, alta de 13,9%.

Santa Maria de Jetibá concentra uma cadeia produtiva importante

A liderança do município está relacionada à estrutura da atividade avícola, que reúne produtores rurais, trabalhadores, técnicos, médicos-veterinários, fornecedores de insumos, transportadores e empresas responsáveis pela classificação e distribuição dos ovos.

De acordo com a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), a produção local envolve investimentos em tecnologia, genética, nutrição, manejo sanitário e automação. A entidade também informa que seus cálculos setoriais apontam um volume de produção de ovos em Santa Maria de Jetibá superior ao registrado pela pesquisa do IBGE. Os números, porém, utilizam metodologias distintas e devem ser identificados separadamente.

Produção de frango atende principalmente ao mercado capixaba

Além da produção de ovos, a avicultura estadual inclui a criação de frangos para abate. Levantamento da AVES indica que o Espírito Santo produziu 122 mil toneladas de frango abatido em 2025.

Segundo a associação, cerca de 76% dessa produção foi destinada ao mercado capixaba. Outros estados, principalmente Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, receberam aproximadamente 21%, enquanto os 3% restantes foram exportados.

A atividade contribui para a oferta de alimentos e movimenta diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a criação das aves até o processamento, o transporte e a comercialização.

Suinocultura também integra a produção agropecuária

Os dados da PPM 2025 apontam que o Espírito Santo registrou um efetivo superior a 160 mil suínos. No Brasil, o total ficou em aproximadamente 44 milhões de animais, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior.

A Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES), por sua vez, informa que os dados estaduais baseados nos volumes de abate indicam uma produção superior a 350 mil animais. Esse número considera uma referência diferente da utilizada no levantamento do IBGE, que contabiliza o efetivo de animais, por isso os dois indicadores não devem ser tratados como equivalentes.

Custos e sanidade estão entre os desafios do setor

Apesar dos resultados, os produtores enfrentam desafios relacionados ao custo da alimentação animal, à logística, às oscilações de preços e à remuneração recebida pela produção.

O milho e o farelo de soja são componentes importantes da ração, e a necessidade de trazer milho de outras regiões pode aumentar os custos de transporte no Espírito Santo. O setor também precisa manter medidas permanentes de biosseguridade para prevenir doenças e preservar a sanidade dos plantéis.

Nesse cenário, as associações destacam que a competitividade depende não apenas do volume produzido, mas também de eficiência, qualidade, controle sanitário e capacidade de acompanhar as mudanças do mercado.

Fontes e foto: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa da Pecuária Municipal 2025; Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES); Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES).

Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória

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