O governo federal investiga se há uma ação organizada por trás dos incêndios florestais que atingem o Amazonas. Até 14 de outubro, a força-tarefa responsável pelo combate ao fogo havia aberto 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para apurar possíveis condutas criminosas, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil.

Durante entrevista coletiva em Manaus, na quarta-feira (14), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os órgãos envolvidos trabalham para identificar os responsáveis pelos incêndios. A investigação conta com a participação das polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, além de outras forças de segurança e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Governo apura suspeita de ação coordenada

De acordo com o ministro, os focos de incêndio têm origem em ações humanas. A investigação pretende esclarecer se os episódios estão relacionados a uma atuação coordenada e identificar quem teria provocado o fogo.

Capobianco mencionou como referência o chamado “Dia do Fogo”, ocorrido em 2019, quando uma série de incêndios foi registrada na Amazônia. A comparação, segundo o relato da Agência Brasil, faz parte das linhas de apuração, mas não significa que uma organização criminosa tenha sido comprovada no caso atual.

Os responsáveis por provocar incêndios florestais podem sofrer sanções administrativas e responder criminalmente. Conforme o enquadramento da infração, as multas podem variar de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, além de medidas como embargo das áreas atingidas e apreensão de equipamentos.

Fumaça prejudica a população de Manaus

A fumaça provocada pelos incêndios comprometeu a qualidade do ar em Manaus e levou à suspensão de aulas presenciais na rede municipal, em unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

O ministro afirmou que houve redução perceptível nos eventos de queimadas, mas ressaltou que a situação ainda exige atenção. A melhora da qualidade do ar na capital também depende das condições dos ventos, que podem transportar fumaça de incêndios em áreas mais distantes.

A crise ambiental tem afetado a rotina da população e exigido medidas de proteção à saúde, além de reforço nas operações de combate ao fogo.

Força-tarefa conta com aeronaves e brigadistas

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 292 incêndios haviam sido extintos no Amazonas desde o início da temporada, enquanto outros oito permaneciam ativos no balanço divulgado em 14 de outubro.

O governo federal disponibilizou 11 aeronaves para as operações. Entre elas estão seis destinadas ao combate direto aos incêndios, um avião KC-390 para lançamento de grandes volumes de água, três helicópteros utilizados no combate ao fogo e no transporte de equipes e equipamentos, além de uma aeronave Caravan para apoio logístico.

A operação conta ainda com 290 brigadistas em campo, enquanto outros 40 profissionais federais estavam em deslocamento para reforçar o trabalho no estado.

As investigações seguem em andamento para esclarecer as causas dos incêndios e identificar eventuais responsáveis. Até o momento, a suspeita de ação organizada permanece sob apuração.

Fontes: Agência Brasil — Governo investiga se há organização por trás dos incêndios no Amazonas; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória

 

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