Em entrevista à Jovem Pan News Vitória, Carlos Eiras destacou o potencial do Espírito Santo para atrair investimentos e ampliar negócios com a China e outros países da Ásia

O Espírito Santo reúne características que podem favorecer a atração de investimentos estrangeiros, como infraestrutura portuária, logística, indústria, mineração, energia e agronegócio. Para Carlos Eiras, presidente da Câmara de Comércio Brasil China do Espírito Santo (CCBCES), o Estado precisa ampliar a atuação internacional para transformar essas características em novos negócios, investimentos e empregos.

Em entrevista à jornalista Tatiana Sobreira, no programa De Olho na Cidade, da Jovem Pan News Vitória, Eiras falou sobre a relação comercial entre o Espírito Santo, a China e outros países asiáticos. Com 22 anos de atuação ligada às relações com o mercado chinês e 36 viagens ao país, ele defendeu uma aproximação mais direta entre empresários, governos e potenciais investidores.

“O Espírito Santo é um excelente produto para se vender.”

Espírito Santo tem potencial para atrair investimentos

Na avaliação de Eiras, o Estado possui uma combinação de infraestrutura e setores econômicos capaz de despertar o interesse de investidores estrangeiros. Ele citou os portos, a logística, a indústria, a mineração, a energia e o agronegócio como alguns dos diferenciais capixabas.

Para o presidente da CCBCES, o desafio é apresentar esse potencial de maneira mais estruturada para empresas que buscam novos mercados e locais para investir.

“O Espírito Santo é um excelente negócio e um excelente ambiente para conectar os investimentos que os chineses, a Ásia como um todo e até outros países querem fazer.”

Câmara atua como facilitadora de negócios

Eiras explicou que a Câmara de Comércio Brasil China do Espírito Santo não atua como uma empresa de compra e venda, mas como uma facilitadora das relações comerciais entre os dois lados.

Segundo ele, a entidade auxilia empresas brasileiras interessadas no mercado chinês, organiza missões, ajuda na comunicação entre empresários e pode identificar potenciais compradores e investidores.

O empresário também destacou que a atuação depende da participação conjunta de diferentes setores.

“A Câmara não faz tudo sozinha. O governo tem a parte dele, os municípios têm a parte deles e a Câmara tem a nossa. Somos mais um agente.”

Eiras defende maior aproximação com outros países da Ásia

Embora a China seja o principal foco de sua atuação, Eiras defendeu que o Espírito Santo amplie as relações comerciais para outros países asiáticos, como Indonésia, Singapura e Vietnã.

Na avaliação dele, existe espaço para ampliar a presença capixaba nesses mercados e buscar novas oportunidades de comércio e investimento.

“A Ásia é o futuro.”

O presidente da Câmara também afirmou que o Brasil ainda precisa avançar na construção de uma cultura voltada para negócios internacionais. Para Eiras, empresas e governos precisam se apresentar de maneira mais ativa a potenciais parceiros internacionais.

Grande Vitória precisa ampliar relações internacionais, avalia Eiras

Apesar de reconhecer iniciativas do governo estadual e de municípios capixabas, Eiras afirmou que a Grande Vitória ainda poderia dar mais atenção à atuação internacional.

“A Grande Vitória não está dando a devida atenção à criação de uma política de relações internacionais.”

Para ele, a presença em outros países não deve ficar restrita a grandes empresas. Pequenos municípios e produtores também podem buscar mercados, apresentar seus produtos e estabelecer contatos comerciais.

Tecnologia é apontada como nova frente de cooperação

Outro ponto destacado por Eiras foi a possibilidade de ampliar a relação com a China para além do comércio tradicional, especialmente em áreas ligadas à tecnologia.

Ele citou a intenção de participar de eventos e missões internacionais para conhecer soluções que possam ser adaptadas a diferentes áreas no Espírito Santo e no Brasil.

“Como utilizar essa tecnologia na saúde, na educação e na própria segurança.”

A ideia, segundo Eiras, é que a aproximação internacional também resulte em conhecimento, inovação e transferência de tecnologia.

Relação entre Brasil e China deve continuar crescendo

Na avaliação de Eiras, o Espírito Santo precisa se apresentar de forma mais ativa ao mercado internacional e ampliar a articulação entre empresas, governos e instituições que atuam na área.

“Eu sinto falta de uma política definida, mais agressiva, para que você vá, se apresente e mostre o seu potencial.”

Confira a entrevista completa com Carlos Eiras clicando aqui.

Por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória

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