Os dois principais suspeitos presos pelo roubo das joias da Coroa Francesa no Museu do Louvre, em Paris, afirmaram à polícia francesa que receberam 25 mil euros cada para participar da ação criminosa que chocou a França e o mundo.
Os depoimentos foram revelados pelo jornal francês Le Monde neste domingo (12) e trazem novos detalhes sobre o assalto ocorrido em outubro de 2025, quando quatro criminosos invadiram a Galeria de Apolo do Louvre e furtaram oito peças históricas avaliadas em aproximadamente 88 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 560 milhões na cotação atual.
Crime foi planejado e executado em poucos minutos
Segundo os investigadores, os criminosos utilizaram um caminhão com plataforma elevatória para acessar uma janela do museu, quebraram vitrines com ferramentas elétricas e deixaram o local em menos de oito minutos.
Nos depoimentos, os dois suspeitos disseram que foram recrutados poucos dias antes da ação por um suposto mentor, cuja identidade afirmam desconhecer ou se recusam a revelar por medo de represálias. Ambos afirmaram que apenas executaram a invasão e entregaram as jóias a integrantes da organização criminosa logo após a fuga.
Jóias continuam desaparecidas
Apesar das prisões e das confissões parciais, o paradeiro das joias continua sendo um mistério.
As autoridades francesas trabalham com duas hipóteses: as peças podem ter sido escondidas temporariamente na França ou desmontadas para venda clandestina no mercado internacional de pedras preciosas, dificultando sua recuperação.
Até o momento, apenas uma coroa pertencente à imperatriz Eugênia foi recuperada no local do crime, após ter sido derrubada pelos próprios assaltantes durante a fuga. As demais peças seguem desaparecidas.
Segurança do Louvre entrou em debate
O assalto expôs falhas no sistema de segurança do maior museu do mundo e levou o governo francês a revisar protocolos de proteção do patrimônio histórico.
Após o crime, especialistas apontaram deficiência na cobertura por câmeras, redução de equipes de vigilância e demora na resposta ao alarme como fatores que facilitaram a ação dos criminosos.
A investigação continua sob responsabilidade da Justiça francesa.
Fontes e foto: Le Monde, G1, Justiça francesa.
Edição: Tatiana Sobreira, Redação Jovem Pan News Vitória.







