Três policiais militares foram presos nesta quinta-feira (5) acusados de roubo qualificado contra passageiros de um ônibus de comerciantes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O crime investigado ocorreu em maio de 2025 na Rodovia Raphael de Almeida Magalhães, conhecida como Arco Metropolitano.

De acordo com o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar, os agentes estavam fardados e em horário de serviço no momento da abordagem.

O ônibus de turismo transportava cerca de 30 passageiros e seguia de São Paulo para Vitória, no Espírito Santo, quando foi interceptado por uma viatura da PM e dois veículos particulares.

Segundo a investigação, após revistarem o bagageiro do coletivo sem localizar irregularidades, os policiais entraram no ônibus e apreenderam 11 celulares iPhone pertencentes a dois comerciantes, alegando que os aparelhos não possuíam nota fiscal.

As vítimas afirmaram que solicitaram ser conduzidas a uma delegacia para comprovar a origem dos produtos, mas o pedido teria sido recusado pelos agentes. Durante a apuração, os comerciantes apresentaram documentos fiscais comprovando a compra dos aparelhos.

Provas da investigação

A apuração enfrentou dificuldades iniciais porque os policiais não utilizavam câmeras corporais no momento da abordagem.

Mesmo assim, o GPS da viatura confirmou que o veículo policial esteve no local e no horário em que o crime foi registrado.

Durante as diligências, dois celulares foram recuperados. Um estava em posse de um dos policiais e outro foi localizado com a esposa de um dos investigados.

O Ministério Público informou que já identificou quem está com os outros nove aparelhos, e essas pessoas devem ser intimadas para devolução dos bens.

Denúncia do Ministério Público

Os policiais denunciados são os sargentos Joás Ramos do Nascimento e Denis Willians Neres Alpoim, além do cabo Rogério Vieira Guimarães, todos lotados no 15º BPM, em Duque de Caxias.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro e cumpridos em diferentes endereços da Baixada Fluminense.

Os agentes foram encaminhados à Unidade Prisional da Polícia Militar, onde permanecem à disposição da Justiça Militar.

Defesa

A defesa do cabo Rogério Vieira Guimarães afirmou que o policial é inocente e que a comprovação será apresentada durante o processo judicial.

Os advogados dos outros dois militares não foram localizados até a última atualização desta reportagem.

Nota da Polícia Militar

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Operação Arco foi conduzida pela Corregedoria da corporação.

Segundo a instituição, as investigações começaram na 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, em Campos dos Goytacazes, e posteriormente foram encaminhadas à 8ª DPJM, especializada em investigações complexas.

Fontes: G1 Espírito Santo e A Gazeta
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória

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