A criatividade e o resgate de saberes tradicionais estão dando novo significado ao empreendedorismo no Espírito Santo, especialmente entre mulheres que transformam cultura e arte em negócios lucrativos. Uma das histórias que exemplifica essa tendência é a da artista capixaba Kenia Lyra, que utilizou técnicas artesanais para transformar cadeiras de praia em peças únicas de arte e decoração, o que tem gerado faturamento interessante e atraído atenção de público nas redes sociais e feiras de artesanato.
Segundo reportagem exibida pelo programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, as cadeiras feitas à mão, em ateliê próprio, unem estética, memória afetiva e originalidade, elementos que destacam a importância de saberes manuais ancestrais e culturais no cenário atual de microempreendedorismo. A iniciativa mostra que unir identidade cultural com modelo de negócio pode criar diferenciais competitivos no mercado e ajudar a valorizar práticas que muitas vezes são transmitidas de geração em geração.
Arte, tradição e economia criativa
No Espírito Santo e no Brasil, a cultura tem se consolidado como espaço de expressão econômica para mulheres. A produção artesanal, o design associado a técnicas tradicionais, e a valorização de histórias pessoais e identitárias ampliam oportunidades para quem busca transformar paixão em empreendimento sustentável.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad/IBGE), mais de 206 mil mulheres empreendem no estado, representando cerca de 33,86% dos empreendedores capixabas. Dessas, quase 88% trabalham por conta própria, mostrando um movimento expressivo de autonomia econômica feminina na região.
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No âmbito nacional, as mulheres buscam cada vez mais no empreendedorismo uma forma de conciliar vida profissional, independência financeira e valorização de sua identidade cultural e saberes tradicionais. Essa participação é um reflexo de um fenômeno global, onde a economia criativa e informal oferece alternativas de trabalho fora do modelo formal tradicional.
Apesar dos avanços, mulheres empreendedoras ainda enfrentam desafios, como menor acesso a crédito, taxas de juros maiores e barreiras estruturais no mercado financeiro. Por outro lado, políticas públicas e programas de capacitação, como os promovidos pelo Sebrae, entidades, universidades, escolas e outros institutos, têm ampliado oportunidades de qualificação e suporte para negócios liderados por mulheres, fortalecendo a presença feminina no cenário de inovação e desenvolvimento econômico do estado.
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Fonte: Relatos do programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Globo), PNAD/IBGE e Sebrae/ES
Por Tatiana Sobreira da Redação Jovem Pan News Vitória







