A passagem do ciclone Gezani por Madagascar provocou um rastro de destruição e deixou pelo menos 59 mortos, 15 pessoas desaparecidas e mais de 16 mil desalojados. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (BNRGC).

A tempestade atingiu o país no dia 10 de fevereiro com ventos superiores a 250 quilômetros por hora, causando alagamentos, destruição de moradias e danos à infraestrutura em diversas regiões. Dados anteriores apontavam 38 mortes, mas o número foi atualizado após a consolidação das informações pelas autoridades.

A cidade de Toamasina, na costa leste e segunda maior do país, foi uma das áreas mais afetadas. Com cerca de 400 mil habitantes, o município concentrou grande parte das vítimas, além de registrar enchentes severas e prejuízos estruturais significativos.

Segundo o BNRGC, aproximadamente 25 mil casas foram destruídas e outras 27 mil ficaram inundadas. A área da educação também foi impactada, com mais de 200 salas de aula parcial ou totalmente danificadas. Enquanto isso, equipes de resgate continuam as buscas pelos desaparecidos quase uma semana após o desastre.

Imagens divulgadas por agências internacionais mostram ruas tomadas por lama e entulhos, com comércios fechados e residências comprometidas. Muitas famílias foram levadas para abrigos improvisados, incluindo escolas adaptadas como centros de acolhimento.

Nos locais de apoio, moradores enfrentam filas para receber alimentos e itens básicos. Equipes de saúde também atuam no atendimento emergencial e no monitoramento de doenças, como casos de malária, que tendem a aumentar após enchentes.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) classificou a situação como crítica. Segundo a agência, a destruição comprometeu os serviços essenciais, deixando a cidade com cerca de 5% da capacidade de fornecimento de energia e sem abastecimento regular de água.

Diante do cenário, o governo de Madagascar decretou estado de emergência nacional. As autoridades informaram que as ações estão concentradas no atendimento às vítimas, na distribuição de ajuda humanitária e na recuperação gradual dos serviços básicos.

O ciclone Gezani é mais um episódio de uma sequência de tempestades tropicais que atingiram o país nos últimos meses, evidenciando a vulnerabilidade de Madagascar a eventos climáticos extremos.

Imagem: Reuters
Fonte: O Globo e agências internacionais*

Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória

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