Um soldado da Polícia Militar atirou contra o próprio primo durante uma ocorrência registrada no bairro Ilha dos Bentos, em Vila Velha, na última segunda-feira (5). A vítima, identificada como José Arthur Moreto Ribeiro, de 22 anos, foi atingida na perna, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu em um imóvel onde residem familiares da vítima. José Arthur morava com a avó, no mesmo terreno onde vive um sargento da Polícia Militar, tio do jovem. No local também reside o filho do sargento, soldado da corporação e primo da vítima.
Ainda conforme o registro policial, José Arthur havia sido impedido pelo tio de retornar ao imóvel após desentendimentos anteriores. O jovem informou que iria ao local apenas para retirar pertences, mas, ao chegar, se recusou a deixar a residência. Diante da situação, o soldado acionou o pai, que estava em serviço e foi até o endereço para tentar resolver o conflito.
Segundo a ocorrência, José Arthur apresentava comportamento alterado e teria ameaçado agredir quem tentasse retirá-lo do local. Durante a tentativa de contenção, houve luta corporal. O soldado interveio e efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo a perna do primo.
A vítima foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada a uma unidade hospitalar, onde evoluiu a óbito.
Os policiais envolvidos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais, e a arma utilizada foi apreendida. O caso será apurado por meio de inquérito policial, além da abertura de procedimentos administrativos internos pela Polícia Militar. O soldado que efetuou o disparo passou por avaliação médica e foi afastado temporariamente das atividades operacionais.
Em nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência foi apresentada na Delegacia Regional de Vila Velha. Inicialmente, o suspeito foi autuado em flagrante por tentativa de lesão corporal, injúria e ameaça. Após a formalização do procedimento, a vítima não resistiu e morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Científica, onde passou por exames de necropsia antes de ser liberado aos familiares. As investigações seguem em andamento.
*Com informações d’A Gazeta







