O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), criticou nesta terça-feira a caminhada organizada por parlamentares da oposição entre Minas Gerais e Brasília em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em publicações nas redes sociais, o petista afirmou que a mobilização representa risco à segurança viária e informou que acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo Lindbergh, a iniciativa liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) não teria sido previamente comunicada às autoridades responsáveis e estaria ocorrendo de forma irregular na BR-040. “A caminhada de Nikolas é crime e está colocando a vida de pessoas em risco. A PRF e nenhum outro órgão foram avisados. O mais grave é que estão invadindo a pista de rolamento, além de haver relatos de pouso e decolagem de helicópteros nas bordas da rodovia”, escreveu o deputado. Para ele, é necessária “ação imediata para evitar um desastre”.

A caminhada teve início na segunda-feira, em Minas Gerais, e tem como objetivo pressionar o Congresso Nacional pela aprovação de uma anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado. A mobilização vem reunindo parlamentares de direita, influenciadores, religiosos e representantes de legislativos estaduais e municipais.

Entre os primeiros a aderir ao ato estiveram os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE). Na terça-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) também se juntou ao grupo. Em postagem nas redes sociais, ele afirmou que a iniciativa representa um gesto de “consideração e sensibilidade” em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Outros deputados federais que participam da caminhada são Carlos Jordy (PL-RJ), Zucco (PL-RS), Filipe Barros (PL-PR), Sargento Fahur (PSD-PR), Coronel Assis (União Brasil-MT), Messias Donato (Republicanos-ES), Capitão Alden (PL-BA) e Luiz Lima (Novo-RJ). O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), também acompanha a mobilização.

Por Bruno Pinheiro

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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