O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde praticamente triplicou na última década no Brasil.
Dados divulgados durante a campanha Março Azul mostram crescimento significativo tanto nos testes de sangue oculto nas fezes quanto nas colonoscopias.
Entre 2016 e 2025 os exames de sangue oculto nas fezes passaram de cerca de 1,1 milhão para mais de 3,3 milhões — alta de aproximadamente 190%. As colonoscopias aumentaram de 261 mil para quase 640 mil — crescimento de cerca de 145%
O avanço reflete maior acesso ao diagnóstico e também o impacto das campanhas de conscientização no país.
O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, está entre os mais incidentes no Brasil e pode ser silencioso nas fases iniciais.
Segundo especialistas, a detecção precoce pode elevar as chances de cura para até 90%, principalmente quando a doença é identificada antes de apresentar sintomas.
Os principais exames de rastreamento são: Teste de sangue oculto nas fezes e Colonoscopia.
Ambos permitem identificar alterações antes do avanço da doença.
O crescimento na procura por exames está diretamente ligado à mobilização de entidades médicas e campanhas públicas.
Especialistas destacam que o Março Azul tem ajudado a transformar o medo em prevenção, incentivando a população a buscar atendimento médico.
Além disso, casos de pessoas públicas diagnosticadas com a doença também contribuíram para ampliar o debate e estimular a realização de exames.
Apesar do avanço, o Brasil ainda enfrenta desafios como as desigualdade no acesso aos exames entre estados, os diagnóstico tardio em parte da população e o crescimento de casos entre pessoas mais jovens
Dados apontam que estados com menor estrutura de saúde ainda registram baixa cobertura de exames preventivos.
Projeções indicam aumento das mortes por câncer de intestino até 2030, impulsionado pelo envelhecimento da população e pela baixa adesão aos exames preventivos.
A ampliação do rastreamento e o fortalecimento da atenção básica são apontados como fundamentais para reverter esse cenário.
O crescimento expressivo dos exames no SUS indica avanço no acesso à prevenção, mas também reforça a necessidade de ampliar políticas públicas e conscientização para reduzir os impactos da doença no país.
Fonte e foto: Agência Brasil
Edição: Tatiana Sobreira – Jovem Pan News Vitória







