Um eclipse lunar total proporcionou um espetáculo raro no céu na noite desta terça-feira, marcando a chamada “Lua de Sangue”, quando a Lua se torna avermelhada durante a fase de eclipse. O fenômeno foi observado em diversas regiões do Brasil e do mundo, oferecendo imagens impressionantes captadas por astrônomos amadores e profissionais.

O eclipse começou logo após o pôr do sol, quando a Terra se posicionou diretamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Durante a fase total do eclipse, a luz do Sol refratada pela atmosfera terrestre atinge a Lua, conferindo-lhe tons que variam entre o vermelho e o laranja, por isso o nome popular “Lua de Sangue”.

O tom avermelhado da Lua ocorre devido à dispersão da luz solar pela atmosfera terrestre. Quando a Terra bloqueia a incidência direta dos raios solares sobre o satélite, apenas a luz que atravessa a atmosfera chega à Lua. Essa luz é filtrada, o que diminui as cores de maior comprimento de onda, e projeta na superfície lunar o efeito vermelho característico.

Esse mesmo princípio físico explica por que os pôr-do-soles e nasceres do sol parecem tingidos de vermelho: a luz atravessa uma camada maior da atmosfera, espalhando as cores mais curtas e deixando predominar os vermelhos e alaranjados.

O fenômeno pôde ser visto de forma clara em grande parte do território brasileiro, desde regiões do Norte até o Sul. Observadores em áreas com céu limpo tiveram a melhor visão do eclipse durante a fase total, que durou cerca de uma hora. Muitos clubes de astronomia, observatórios e entusiastas compartilharam imagens nas redes sociais, ampliando o alcance do espetáculo.

Astrônomos amadores também ousaram registrar o fenômeno com equipamentos caseiros, mostrando claramente o tom rubro da Lua durante o ápice do eclipse. Fenômenos como esse atraem tanto especialistas quanto leigos, despertando interesse pela astronomia e pela observação do céu noturno.

Fenômenos similares e periodicidade

Eclipses lunares totais podem ocorrer de três a cinco vezes em um mesmo ano, mas nem todos são visíveis de todas as partes do planeta. A combinação de alinhamento geométrico entre o Sol, a Terra e a Lua e as condições atmosféricas locais influenciam a visibilidade do fenômeno.

Espectadores também acompanharam variações na cor e intensidade do eclipse à medida que ele progredia, com a Lua transitando pela sombra mais profunda da Terra antes de retornar à luz plena.

Fonte e foto: G1 Ciência*

Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória

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