O BTG Pactual retomou as operações via Pix nesta segunda-feira (23), após suspender temporariamente o serviço devido a um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões.
A interrupção ocorreu no domingo (22), após a identificação de atividades consideradas atípicas nos sistemas da instituição. A suspensão foi adotada como medida preventiva.
Segundo o banco, os criminosos conseguiram desviar aproximadamente R$ 100 milhões durante a ação.
A instituição informou que trabalha para recuperar os valores e apurar as circunstâncias do ataque. Parte do montante já teria sido recuperada, embora o banco não detalhe oficialmente quanto ainda falta.
O BTG destacou que não houve acesso às contas de clientes nem vazamento de dados pessoais.
Em nota, a instituição afirmou que a falha foi localizada internamente e que a segurança das informações segue como prioridade.
O Banco Central do Brasil informou que não houve ataque ao sistema do Pix nem à sua infraestrutura.
Segundo a autoridade, o problema foi isolado na instituição financeira e não afetou o funcionamento do sistema de pagamentos para outros bancos.
O caso reacende o debate sobre segurança digital no sistema financeiro brasileiro.
Nos últimos anos, ataques cibernéticos têm se tornado mais sofisticados, explorando falhas internas e movimentações atípicas em tempo real. Estudos indicam que fraudes envolvendo o Pix evoluíram de golpes simples para estratégias mais complexas, combinando tecnologia e engenharia social.
O episódio também ocorre após uma série de incidentes registrados no setor financeiro, o que levou o Banco Central a reforçar regras de monitoramento e prevenção contra fraudes.
Criado em 2020, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento no Brasil, movimentando bilhões de reais diariamente.
Com a expansão do sistema, aumentam também os desafios relacionados à segurança digital, exigindo investimentos constantes por parte das instituições financeiras.
Apesar do impacto do ataque, o restabelecimento do Pix pelo BTG Pactual indica que o sistema financeiro segue operando com mecanismos de resposta rápida.
O caso, no entanto, reforça a necessidade de vigilância constante diante do avanço das ameaças cibernéticas.
Fonte e foto: Agência Brasil
Edição: Tatiana Sobreira – Jovem Pan News Vitória







