O município de Conceição da Barra, no litoral norte capixaba, foi reconhecido por pesquisadores como o maior berçário de meros do Brasil, espécie marinha considerada criticamente ameaçada de extinção.

A identificação foi feita a partir de estudos científicos conduzidos pelo Projeto Meros do Brasil, desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), por meio do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes).

Segundo os pesquisadores, a região apresenta condições ambientais ideais para o crescimento e desenvolvimento do mero, cujo nome científico é Epinephelus itajara. O peixe pode chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar até 400 quilos, sendo um dos maiores peixes recifais do Oceano Atlântico.

Pesquisas registraram centenas de jovens meros

Os estudos apontam que mais de 300 filhotes de meros já foram identificados na região desde 2014, o que reforça a importância do litoral de Conceição da Barra para a conservação da espécie.

O monitoramento é feito por pesquisadores em parceria com pescadores locais e inclui análises sobre genética, deslocamento e alimentação dos animais. As pesquisas são realizadas de forma não letal, sem capturar ou sacrificar os peixes.

De acordo com especialistas envolvidos no projeto, a região funciona como um ambiente de crescimento para indivíduos jovens, o que caracteriza o local como um verdadeiro berçário natural para a espécie.

Iniciativas de preservação e educação ambiental

Como parte das ações de valorização da biodiversidade marinha, foi inaugurada em março a Sala da Cultura Oceânica Mero, instalada no polo da Universidade Aberta do Brasil no município.

Na mesma ocasião, a Câmara Municipal aprovou uma lei que reconhece o mero como peixe símbolo e patrimônio natural de Conceição da Barra, reforçando a importância ambiental da espécie para o município.

Espécie ameaçada de extinção

O mero é considerado uma espécie criticamente ameaçada de extinção no Brasil devido principalmente à pesca predatória e à degradação de habitats costeiros.

Por isso, projetos de pesquisa e conservação são considerados fundamentais para garantir a recuperação da população da espécie no litoral brasileiro.

Segundo os pesquisadores, a união entre ciência, educação ambiental e participação das comunidades locais tem sido essencial para fortalecer a preservação da biodiversidade marinha e proteger ecossistemas costeiros.

Fonte e foto: TC Online / Projeto Meros do Brasil / UFES

Edição: Redação Jovem Pan News Vitória

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