A Rússia intensificou sua ofensiva militar contra a Ucrânia na madrugada de domingo (22), lançando cerca de 50 mísseis e quase 300 drones de ataque em uma série de bombardeios que atingiram tanto a capital Kiev quanto outras regiões do país. As forças ucranianas afirmam que a ação provocou danos significativos à infraestrutura de energia e deixou pelo menos uma pessoa morta, além de feridos e apagões em várias áreas.
A artilharia aérea combinada marcou um dos maiores ataques nos últimos tempos, dias antes do quarto aniversário da invasão russa em grande escala, iniciada em fevereiro de 2022. Segundo informes das Forças Armadas da Ucrânia, a ofensiva visou principalmente instalações críticas de energia, além de alvos residenciais e logísticos, como linhas ferroviárias e redes de distribuição elétrica.
Autoridades ucranianas relataram que sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar a maioria dos drones e mísseis, neutralizando mais de 270 drones e dezenas de mísseis, mas que ainda assim o ataque causou destruição em diversas localidades, incluindo bairros nos arredores de Kiev.
Na capital, equipes de resgate trabalharam para localizar sobreviventes e combater incêndios após o impacto dos equipamentos explosivos em edificações e equipamentos de infraestrutura. Em algumas regiões, serviços essenciais como energia elétrica e transporte ferroviário foram interrompidos temporariamente, complicando a vida da população em meio às temperaturas abaixo de zero no inverno europeu.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou as operações em redes sociais, destacando que a Rússia continua priorizando ataques em vez de esforços diplomáticos, mesmo diante das tentativas internacionais de avançar em negociações de paz. Ele também ressaltou o efeito destrutivo dos bombardeios sobre a rede elétrica, o que prejudica o fornecimento de energia para residências e serviços básicos.
O ataque ocorreu enquanto representantes da comunidade internacional continuam discutindo respostas ao conflito, que já se estende por quase quatro anos, com graves consequências humanitárias, deslocamentos de civis e desafios crescentes para a reconstrução e estabilidade da região afetada.
Fonte: Agências internacionais de notícias e organismos de defesa ucranianos (Reuters/AP/AFP)
Foto: AP Photo/Sergei Grits
Por Tatiana Sobreira da Redação Jovem Pan News Vitória







