A família do pescador aposentado Milton Gonçalves da Silva, de 62 anos, acusa o vereador Agnaldo Couto (DC) de ser o responsável pelo acidente que resultou na morte da vítima, na Serra, na Grande Vitória.
Milton morreu três dias após ter a bicicleta elétrica atingida por uma caminhonete no bairro Parque das Gaivotas, no último dia 13. Ele sofreu traumatismo craniano, fraturas na costela e na perna, além de perfuração no pulmão.
A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), da Polícia Civil do Espírito Santo, conduz a investigação. Segundo a corporação, diligências estão em andamento e testemunhas estão sendo ouvidas. Detalhes não foram divulgados para não comprometer a apuração.
Versão da família
Luciana da Silva Lima, sobrinha da vítima, afirma que o vereador dirigia a caminhonete envolvida na colisão e teria deixado o local após realizar ligações telefônicas. Segundo ela, testemunhas relataram que o motorista apresentava sinais de embriaguez.
Versão da Polícia Militar
A Polícia Militar do Espírito Santo informou que foi acionada, mas ao chegar ao local não encontrou os envolvidos. Posteriormente, recebeu a informação de que a vítima havia sido levada à UPA de Castelândia.
No entanto, Milton foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, onde permaneceu internado por três dias antes de morrer.
A corporação manteve a versão apresentada inicialmente.
Condenação anterior e habilitação vencida
De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo, Agnaldo Couto foi condenado em 2022 por homicídio culposo no trânsito em razão de um acidente ocorrido em 2017, também na Serra. A pena de dois anos foi convertida em prestação de serviços comunitários, com suspensão do direito de dirigir até 2024.
Na data do acidente que vitimou Milton, o vereador estava com a carteira de habilitação vencida desde 2018. Segundo a Polícia Militar, o pedido de renovação foi feito seis dias após a colisão.
O que diz a defesa
A defesa afirma que o vereador dirigia em baixa velocidade e que a bicicleta teria ingressado repentinamente na via, em cruzamento sem sinalização semafórica.
Os advogados sustentam que ele acionou a Polícia Militar e permaneceu no local até o atendimento da vítima, deixando a área posteriormente em razão de abalo emocional.
A Câmara Municipal de Fundão informou que não recebeu comunicado oficial sobre o caso.
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Fontes: G1 Espírito Santo
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória






