A Casa Branca publicou na terça-feira (31), através do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), um documento que aponta o sistema Pix, o projeto de lei para plataformas de internet e os impostos sobre encomendas expressas como barreiras impostas pelo Brasil ao comércio exterior.

A lista de obstáculos do relatório inclui reclamações sobre:

  • Demora na análise de patentes;
  • Problemas na proteção de propriedade de invenções;
  • Tarifas de importação de etanol;
  • Restrições contra a entrada de carne de porco dos Estados Unidos;
  • Cotas de exibição para produções de vídeo e cinema do Brasil.

Sobre as remessas expressas, o relatório do USTR afirma que o governo do Brasil cobra um imposto de 60% para pacotes de importação sob o processo de liberação em alfândegas.

O documento indica que o limite de comércio para este processo é de US$ 100 mil (cerca de R$ 515.800) por ano por importador. A autoridade de alfândegas impõe limites de valor de US$ 10 mil (cerca R$ 51.580) para envios de saída e US$ 3 mil (cerca de R$ 15.474) para envios de entrada.

O documento aponta que a autoridade de finanças do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos. O USTR relata que partes dos Estados Unidos expressaram preocupações de que a autoridade de finanças do Brasil conceda tratamento de preferência ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamentos dos Estados Unidos.

O relatório também cita o Projeto de Lei 4.675 do ano passado, sobre mercados de internet, que propõe conceder ao órgão de concorrência do Brasil poderes para a designação de plataformas com base em limites de receita. Segundo o texto, as empresas com designação na lei enfrentariam regras de exigência e restrições sobre práticas de comércio.

O USTR aponta o risco de as empresas dos Estados Unidos sofrerem efeitos em desproporção e receberem multas de até 20 por cento sobre a receita no mundo.

O governo dos Estados Unidos critica a estrutura de tarifas sobre produtos do exterior. Em 2024, a taxa de média de aplicação pelo Brasil foi de 12,5% para bens de indústria e de 9% para bens de agricultura. O documento afirma que o Brasil impõe tarifas sobre importações em setores que incluem veículospeças de veículosequipamentos de informaçãoeletrônicosprodutos de químicaplásticosaço e itens de tecido.

 

Por Nícolas Robert, da redação da Jovem Pan 

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