Uma investigação minuciosa que durou cinco anos revelou como um brasileiro se tornou peça-chave em uma das maiores redes de abusadores de crianças do mundo. Identificado na internet pelo pseudônimo “Lubasa”, o homem operava em fóruns da dark web, onde não apenas consumia material ilícito, mas exercia um papel de liderança e coordenação entre criminosos de diversos países.
A operação, que contou com a colaboração da Polícia Federal brasileira, da Interpol e de forças de segurança de países como Rússia e Reino Unido, destacou a complexidade do combate ao crime cibernético. De acordo com os investigadores, “Lubasa” estava em um nível hierárquico superior, incentivando a criação de conteúdos de abuso e conectando quem buscava o material a quem o produzia.
O impacto da sua prisão foi imediato e global. Através de arquivos apreendidos com o brasileiro, a polícia conseguiu pistas cruciais que levaram à libertação de vítimas em outros continentes. Um dos casos mais emblemáticos foi o de um menino de 7 anos na Rússia, que havia sido sequestrado e era mantido em cativeiro por outro membro da rede. A partir dos dados obtidos na captura de “Lubasa”, as autoridades russas conseguiram localizar e resgatar a criança com vida.
Para os especialistas e delegados envolvidos, o caso serve como um alerta sobre a sofisticação dessas redes e a necessidade de cooperação internacional constante. “É um trabalho exaustivo de infiltração e monitoramento, mas o resgate de uma vida torna todo o esforço indescritível”, afirmou uma das autoridades ligadas ao caso.
Fonte: G1 / BBC News Brasil
Por Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória







