A Polícia Federal realizou a Operação Fallax nesta quarta-feira (25) contra executivos ligados ao grupo Fictor, investigados por suspeita de envolvimento em fraudes bancárias no Brasil.
A Operação Fallax tem como foco desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal.
Entre os alvos estão o CEO e um ex-sócio da empresa, que ganhou notoriedade após tentar adquirir o Banco Master, instituição que se tornou o centro de um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
As apurações da Polícia Federal estão inseridas no contexto do chamado escândalo do Banco Master, que investiga uma série de irregularidades no sistema financeiro.
Segundo investigações, o esquema envolve suspeitas de gestão fraudulenta, emissão de ativos sem lastro, manipulação de demonstrações financeiras e lavagem de dinheiro. O caso é considerado um dos maiores já registrados no país, com impacto bilionário e possíveis ramificações políticas e institucionais.
O grupo Fictor chegou a anunciar, em 2025, a intenção de comprar o Banco Master, em meio à crise da instituição. O caso Banco Master já é apontado como um dos maiores escândalos financeiros do Brasil, com prejuízos que podem atingir bilhões de reais e milhares de investidores afetados.
No entanto, a operação não avançou após a atuação das autoridades e o aprofundamento das investigações sobre possíveis fraudes financeiras envolvendo o banco.
A tentativa de aquisição passou a ser analisada dentro do conjunto de operações suspeitas, ampliando o foco das investigações.
Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Fallax começaram em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. De acordo com a investigação, o esquema pode envolver valores extremamente elevados, com indícios de movimentações financeiras irregulares em larga escala.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. De acordo com a PF, as fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.
O caso também apura a atuação de diferentes núcleos, incluindo estrutura financeira das fraudes, a possível cooptação de agentes públicos, ocultação de patrimônio e constantes tentativas de obstrução de justiça.
A operação da Polícia Federal inclui mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares.
As investigações seguem em andamento e não está descartada a possibilidade de novas fases da operação, com o avanço da coleta de provas.
A complexidade do esquema e a participação de diferentes agentes tornam a investigação uma das mais amplas já conduzidas na área financeira.
A operação que tem como alvo executivos do grupo Fictor reforça o avanço das investigações sobre fraudes bancárias no Brasil.
O desdobramento do caso deve trazer novos elementos sobre a atuação de grupos financeiros e o funcionamento de esquemas complexos dentro do sistema bancário.
Fonte: G1 e CNN
Edição: Tatiana Sobreira – Redação Jovem Pan News Vitória




Suspeitas de fraude bilionária


