Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o programa Bolsa Família não afasta as mulheres do mercado de trabalho. De acordo com o estudo, o benefício não reduz, de forma geral, a busca por emprego entre as beneficiárias.

O levantamento mostra que eventuais quedas na participação profissional ocorrem principalmente entre mulheres com filhos pequenos, especialmente na primeira infância. Nesse caso, o afastamento está mais relacionado às responsabilidades com os cuidados familiares e à falta de rede de apoio do que ao recebimento do auxílio.

Segundo o FMI, a sobrecarga com tarefas domésticas e o cuidado com crianças ainda são fatores que dificultam a inserção feminina no mercado. Dados analisados indicam que as mulheres dedicam mais horas semanais ao trabalho não remunerado em comparação aos homens.

O estudo também destaca que a maioria dos lares atendidos pelo programa tem mulheres como responsáveis pela administração dos recursos, o que reforça o papel do benefício na segurança alimentar e na organização financeira das famílias.

Para a instituição, políticas que ampliem o acesso a creches, educação infantil e oportunidades de trabalho são fundamentais para aumentar a participação feminina na economia. O FMI avalia que a redução da desigualdade de gênero no mercado de trabalho pode contribuir para acelerar o crescimento econômico do país.

 

Fonte: Agência Brasil*
Tatiana Sobreira da Redação Jovem Pan News Vitória

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