A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou o primeiro caso de mpox em 2026 no Estado. O paciente é um homem, com idade entre 30 e 39 anos, residente em Colatina, no Noroeste capixaba. O bairro não foi divulgado pelas autoridades sanitárias.

Este é o primeiro registro da doença no Espírito Santo desde fevereiro de 2025, quando também houve confirmação em Colatina. Segundo a Sesa, neste ano foram investigados 15 casos suspeitos: 13 foram descartados, um permanece sob investigação e um foi confirmado.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026. A maior concentração está em São Paulo, com 62 ocorrências. Também há registros no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Até o momento, não há mortes neste ano.

Em 2025, o país registrou 1.079 casos e duas mortes. No Espírito Santo, foram 229 notificações no ano passado, com 39 confirmações.

O subsecretário de Vigilância em Saúde do Espírito Santo, Orley Cardoso, informou que o período de incubação da doença varia entre quatro e 21 dias. A orientação é que pessoas que tenham tido contato próximo com casos suspeitos ou confirmados observem possíveis sintomas e procurem atendimento médico ao menor sinal de alteração clínica.

O que é a mpox

A mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, sangue, mucosas ou por gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado. Também pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.

Os sintomas mais comuns incluem erupções cutâneas semelhantes a bolhas ou feridas, febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem atingir rosto, mãos, pés, região genital e anal.

A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas imunossuprimidas podem desenvolver complicações como infecções secundárias, encefalite, miocardite, pneumonia e alterações oculares.

Não há tratamento antiviral específico aprovado para a doença. O manejo é clínico, voltado ao controle dos sintomas e ao isolamento do paciente para evitar a transmissão.

Fontes: G1 Espírito Santo, A Gazeta, No Diário e Tribuna Online
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória

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