O narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), morreu no domingo (22) após operação das Forças Armadas do México no estado de Jalisco.
A ação contou com troca de informações de inteligência com os Estados Unidos. Segundo autoridades mexicanas, o criminoso foi localizado após monitoramento de pessoas próximas ao seu círculo pessoal.
Durante a operação, houve dois confrontos armados. El Mencho foi encontrado ferido e morreu durante transporte aéreo para atendimento médico.
Reação violenta
Após a morte do líder do CJNG, o México registrou 252 bloqueios em 20 dos 31 estados do país.
Segundo o gabinete de segurança mexicano:
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27 agentes do Estado morreram;
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30 suspeitos ligados ao cartel foram mortos;
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Três militares ficaram feridos;
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Veículos foram incendiados e prédios públicos atacados.
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a situação foi controlada e declarou que o país amanheceu sem novos bloqueios.
Operação militar
A ação mobilizou forças especiais do Exército, Aeronáutica e Guarda Nacional, com apoio aéreo de helicópteros.
De acordo com o secretário de Defesa, general Ricardo Trevilla, o grupo estava fortemente armado, com fuzis, granadas e lançadores de foguetes.
Desde 2016, El Mencho estava entre os mais procurados pelos EUA, que ofereciam recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura.
Impactos e cenário futuro
Especialistas avaliam que a morte do líder pode provocar disputas internas e reconfiguração de poder entre cartéis, especialmente com o Cartel de Sinaloa, rival histórico do CJNG.
No curto prazo, há risco de aumento da violência por disputas sucessórias e reorganização de rotas do tráfico internacional de drogas sintéticas, como o fentanil.
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Fontes: Agência Brasil
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória







