Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça um alerta importante: apesar dos avanços, o Brasil ainda convive com desigualdades profundas no acesso à água potável e ao saneamento básico.

Dados recentes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico mostram que, em 2023, cerca de 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável segura. No entanto, o número esconde disparidades significativas entre regiões e grupos sociais.

Em áreas rurais, por exemplo, o acesso cai para 88%. Já nas regiões Norte e Nordeste, os índices são ainda mais baixos, chegando a 79,4% e 81,9%, respectivamente.

As desigualdades também aparecem no recorte racial, com menor acesso entre a população não branca.

SANEAMENTO AINDA É DESAFIO

Quando o assunto é saneamento básico, a situação é ainda mais preocupante. Apenas 59,9% da população brasileira conta com esgotamento sanitário seguro. Na Região Norte, esse percentual despenca para 39,6%.

Além disso, o país trata somente 57,6% do esgoto gerado, o que significa que quase metade dos resíduos ainda é descartada sem tratamento adequado, afetando diretamente o meio ambiente e a saúde pública.

IMPACTOS SOCIAIS E DESIGUALDADE

A falta de acesso à água e ao saneamento impacta principalmente populações mais vulneráveis. Mulheres e meninas estão entre as mais afetadas, já que frequentemente assumem a responsabilidade pela coleta de água e cuidados domésticos, o que aumenta a sobrecarga e a exposição a riscos.

No cenário educacional, o problema também é evidente. Em 2025, cerca de 1.203 escolas públicas brasileiras ainda não tinham acesso à água, afetando aproximadamente 75 mil estudantes.

UM DIREITO HUMANO

O acesso à água é reconhecido como um direito humano fundamental pela Organização das Nações Unidas e está diretamente ligado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, que prevê a universalização do acesso até 2030.

Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, especialistas alertam que o país ainda precisa enfrentar desafios estruturais, ampliar investimentos e reduzir desigualdades regionais para garantir o acesso universal.

 DESAFIO QUE PERSISTE

Mesmo sendo um país com grande disponibilidade hídrica, milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso adequado à água tratada, principalmente nas regiões mais vulneráveis.

O Dia Mundial da Água, mais do que uma data simbólica, reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e investimentos contínuos para garantir dignidade, saúde e qualidade de vida para toda a população.

FONTE E FOTO: Agência Brasil

EDIÇÃO: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória

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