A escalada da guerra no Oriente Médio acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. Representantes do setor temem aumento nos custos de produção e possível perda de mercados internacionais caso o conflito se prolongue e afete rotas comerciais e o fornecimento de insumos.
Uma das principais preocupações é o impacto nos fertilizantes. Países da região são importantes produtores e fornecedores globais desses insumos, essenciais para culturas como milho, café, trigo e cana-de-açúcar. Com a instabilidade, preços já começaram a subir no mercado internacional.
O conflito também pode pressionar os custos de transporte. A alta do petróleo e a insegurança em rotas marítimas estratégicas podem encarecer fretes e seguros de carga, elevando despesas para produtores e exportadores brasileiros.
Outro risco é a perda de mercados. O Oriente Médio é um importante destino das exportações do agronegócio brasileiro, responsável por bilhões de dólares em compras de produtos como milho, soja, carnes e açúcar. A região respondeu por cerca de 7,4% das exportações do agro brasileiro em 2025.
Especialistas apontam que, embora o impacto imediato ainda seja limitado, a continuidade da guerra pode gerar instabilidade econômica global e afetar o comércio internacional de alimentos.
Fonte e foto: TC Online, IMEI
Por: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória







