O corpo de Dante Brito Michelini, de 76 anos, encontrado em um sítio na região de Meaípe, em Guarapari, foi oficialmente identificado por meio de exame papiloscópico realizado no Instituto Médico Legal (IML), em Vitória. A confirmação foi divulgada pela Polícia Científica do Espírito Santo na manhã desta quinta-feira (5).

Segundo o órgão, a identificação foi feita a partir da análise de impressões papilares. A família foi comunicada e deve realizar a liberação do corpo ainda nesta quinta-feira.

A identificação preliminar já havia sido feita por um familiar da vítima, com base em características físicas e vestimentas encontradas no local. A Polícia Científica informou que os procedimentos periciais seguem os protocolos técnicos adotados em casos de identificação humana.

A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. Questionada sobre a motivação do crime e outros detalhes da ocorrência, a corporação afirmou que não há informações adicionais divulgáveis no momento.

Contexto

Dante Brito Michelini era conhecido como “Dantinho” e teve o nome associado, no passado, ao Caso Araceli, ocorrido em 1973. Ele chegou a ser acusado, mas foi absolvido pela Justiça em 1991, por falta de provas. O sobrenome Michelini também é historicamente ligado à Avenida Dante Michelini, na orla de Camburi, em Vitória.

De acordo com registros oficiais, a avenida recebeu esse nome em 1967, em homenagem a Dante Michelini, empresário capixaba e avô de Dantinho, que doou terrenos para a implantação da via. A homenagem ocorreu anos antes do crime que marcou a história do Estado.

Apesar da absolvição judicial, a permanência do nome Michelini em um dos principais logradouros da capital já motivou manifestações populares e debates públicos sobre a possibilidade de mudança da denominação da avenida. Em 2017, foi inaugurado no local o Viaduto Araceli Cabrera Crespo, em memória da criança.

A Polícia Civil segue com a investigação para apurar as circunstâncias do crime.

*Com informações d’A Gazeta

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